Edição 113 - Volume v. 38 | n. 1 - jan.-abr. 2019
Edition 113 - Volume v. 38 | n. 1 - Jan.-Apr. 2019

Revista fora de estoque!

Homenagem / Homage
Cebrap: 50 anos pensando o Brasil
Cebrap: 50 Years Thinking Brazil http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010007
Angela Alonso
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Dossiê / Dossiê
CONVIVIALITY DOSSIER | Introduction: Conviviality in Unequal Societies: A Proposal for Interdisciplinary Collaboration
DOSSIÊ CONVIVIALIDADE | Apresentação: Convivialidade em sociedades desiguais: uma proposta para colaboração interdisciplinar http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010001
Marcos Nobre e Sérgio Costa
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Dossiê / Dossiê
The Neglected Nexus Between Conviviality and Inequality
O nexo negligenciado entre convivialidade e desigualdade http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010003
Sérgio Costa
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Dossiê / Dossiê
Practices of Conviviality and the Social and Political Theory of Convivialism
Práticas de convivialidade e a teoria social e política do convivialismo http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010002
Frank Adloff
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Dossiê / Dossiê
Conviviality in (Post)Colonial Societies: Caribbean Literature in the Nineteenth Century
Convivialidade nas sociedades (pós)coloniais: literatura caribenha no século XIX http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010008
Gesine Müller
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Dossiê / Dossiê
Imperial Conviviality: What Medieval Spanish Legal Practice can Teach us About Colonial Latin America
Convivialidade imperial: o que a prática jurídica espanhola medieval pode nos ensinar sobre a América Latina colonial http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010004
Karen Graubart
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Artigos / Articles
Revoluções no campo religioso
Revolutions in the religious field http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010009
Luiz Eduardo Soares
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Artigos / Articles
Neoliberalismo: crise econômica, crise de representatividade democrática e reforço de governamentalidade
Neoliberalism: economic crisis, crisis of democratic representativeness and strengthening of governmentality http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010006
Daniel Pereira Andrade
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Artigos / Articles
Das manifestações de 2013 à eleição de 2018 no Brasil: buscando uma abordagem institucional
From the 2013 riots to the 2018 election in Brazil: searching for an institutional approach http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010011
Andréa Freitas and Glauco Peres da Silva
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Artigos / Articles
A direita mora do mesmo lado da cidade: especialistas, polemistas e jornalistas
The Right Wing Lives on the Same Side of the City: Experts, Polemicists and Journalists http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010005
Dmitri Cerboncini Fernandes and Allana Meirelles Vieira
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Artigos / Articles
Bolsonaro Presidente: conservadorismo, evangelismo e a crise brasileira
Bolsonaro President: Conservatism, Evangelism and the Brazilian Crisis http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010010
Ronaldo de Almeida
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Artigos / Articles
O Brasil de Bolsonaro
Bolsonaro’s Brazil http://dx.doi.org/10.25091/S01013300201900010012
Perry Anderson
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Sobre o Artista

Maria Laet nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1982, lugar onde vive e trabalha. Realizou residência artística na Schloß Balmoral (Bad Ems, Alemanha, 2009), no Carpe Diem Arte e Pesquisa (Lisboa, 2010) e na Residency Unlimited (Nova York, 2014). Mostrou seu trabalho individualmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Lisboa, Milão e Nova York. Participou de exposições coletivas, como a 33a Bienal de São Paulo: Afinidades afetivas (Pavilhão Ciccillo Matarazzo, São Paulo, 2018); Cosmogonies, au gré des éléments (MAMAC, Nice, 2018); Video Art in Latin America (LAXART, Los Angeles, 2017); La Vie Aquatique (Musée Régional d’Art Contemporain, Occitanie/Méditerranée, França, 2017); The Valise (Museum of Modern Art, Nova York, 2017); Tangentes (MSK, Gent, Bélgica, 2015); Encruzilhada (Parque Lage, Rio de Janeiro, 2015); Rumors of the Meteore (49 Nord 6 est – Frac Lorraine, Metz, França, 2014); Everydayness (Wyspa Institute of Art, Gdansk, Polônia, 2014); From the margin to the edge (Somerset House, Londres, 2012); 18th Biennale of Sydney: all our relations (2012); Convite à Viagem (Rumos Itaú Cultural, São Paulo, 2012); e O lugar da linha (Museu de Arte Contemporânea de Niterói e Paço das Artes em São Paulo, 2010). Sua obra integra coleções do MAM, Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói; 49 Nord 6 est – Frac Lorraine, Metz, França; MSK, Gent, Bélgica; AGI Verona, Itália; Colección Patricia Phelps de Cisneros; e MoMA, Nova York.

 

O trabalho de Maria Laet é criado por ações e pelo resultado de gestos e intervenções sutis, numa prática que envolve desenho, gravura, fotografia, e vídeo. Esses meios são como canais, plataformas para os processos da artista, como peles, que levam suas intenções e revelam a ação como um arquivo. Assim, as obras acontecem tanto no conceito quanto na fisicalidade dos materiais envolvidos, chamando atenção para a membrana, o espaço, que liga e ao mesmo tempo divide. Esses encontros são enfatizados na natureza entrópica do trabalho de Laet, que tendem a parecer calmos, inicialmente homogêneos, mas que sutilmente questionam a noção de limite.

De acordo com Luisa Duarte, em texto para a mostra “Situação de água”, na Galeria Marília Razuk, “Em suas ações, a artista está sempre em busca desta linha tênue e invisível que separa coisas, pessoas. Linha que pode ser ultrapassada e tocada, promovendo o toque, a troca. Mas aqui nada se conclui. Como a água que não deixa ver seus limites, que transborda, há aqui esta ausência de borda, de fim. Habitar este lugar delicado e nos aproximar dele, recordar sua existência, eis o que se dá nas obras de Maria Laet”.

 

Para este volume da revista Novos Estudos Cebrap, Maria propôs um desenho da série Diálogo (Sopro), de 2008. Nesse trabalho, duas pessoas sopram uma porção de tinta sobre uma pilha de papel japonês, como um diálogo no qual ao invés de palavras existe o sopro e o rastro da tinta, que é absorvido e atravessa as folhas de papel japonês até sumir, como se materializasse o tempo desse diálogo (entre as duas pessoas, mas também entre e a tinta e o papel). Nesse contexto, o passar das páginas e o espaço da revista se mostra um meio extremamente interessante como desdobramento do trabalho.

 

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